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Estadão - 10/02/2011 | INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS
FMI admite que ignorou sinais da crise global
AUMENTAR A LETRA DIMINUIR A LETRA
Escritório de Avaliação Independente afirma que o Fundo estava dominado por uma ''governança débil'' e recomenda reforma mais profunda na instituição
Denise Chrispim Marin - O Estado de S.Paulo
Em sua mais impactante mea-culpa, o Fundo Monetário Internacional (FMI) admitiu ontem ter subestimado os sinais da crise financeira de 2008 por causa de sua "governança débil", de sua oposição ao "pensamento crítico" e sua crença "excessiva na solidez das grandes instituições financeiras".

O abalo na economia mundial desencadeado pela bolha no setor imobiliário dos EUA provocou a mais grave recessão desde os anos 30. Responsável pela autocrítica, o Escritório de Avaliação Independente (IEO, na sigla em inglês) do FMI recomendou uma reforma mais profunda na instituição do que a planejada até o momento.

Críticas. A admissão de culpa já havia sido exposta pelo atual diretor-gerente, Dominique Strauss-Kahn, e outras autoridades do Fundo. Mas, a intensidade e a comprovação das críticas jamais haviam sido tão contundentes como no relatório apresentado ontem pelo IEO, uma espécie de auditor interno do FMI para temas específicos.

O estudo da falha do FMI em prever a crise de 2008 cobriu o período de 2004 a 2007, quando o Fundo teve o espanhol Rodrigo Rato como diretor-gerente.

O relatório conclui que o Fundo não foi capaz de cumprir sua missão de alertar sobre riscos para as economias e de propor os ajustes necessários. Segundo o texto, "o elevado nível de pensamento uniforme, a captura intelectual e a percepção, em geral, de que uma grande crise nas grandes economias seria improvável" impediu o Fundo de identificar a mais grave turbulência desde a Grande Recessão.

O FMI, de acordo com o organismo auditor, estava dominado por uma "governança débil" e por uma "cultura desalentadora do pensamento crítico".

O IOE identificou apenas "poucos sinais de advertências claras" do Fundo sobre os riscos no setor de financiamento imobiliário e as vulnerabilidades dos sistemas financeiros.

O FMI teria mantido uma confiança excessiva na solidez das grandes instituições financeiras. "Os riscos associados ao auge do setor imobiliário foram minimizados, da mesma forma que a necessidade de regulação mais robusta para enfrentar os riscos", assinalou o texto.

Ao receber o relatório, Strauss-Kahn avaliou estar o texto em linha com as autocríticas anteriores do FMI e com as reformas em curso para tornar a instituição.

Reforma profunda. Entretanto, o mexicano Moisés Schwartz, diretor do IEO, insistiu serem as mudanças insuficientes e pediu uma "reforma mais profunda" do que a sugerida pelo G-20, grupo das maiores economias do mundo.

Segundo Schwartz, os quadros do Fundo ainda se sentem "mais confortáveis" ao desafiar as economias de médio porte do que as potências mundiais. Essa atitude, insistiu, tem de mudar. Desde o início dos anos 90, a crise de 2008 foi a primeira a eclodir em um país desenvolvido, os EUA, e a alastrar-se entre as economias mais industrializadas.


 
 
   

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