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GIFE - 10/02/2011 | 3º SETOR
Brasil precisa melhorar práticas de voluntariado empresarial
AUMENTAR A LETRA DIMINUIR A LETRA
Rodrigo Zavala*


Experiências vigorosas de voluntariado empresarial no Brasil ganham sistematização e reconhecimento internacional. Mas, quais são os principais desafios para as práticas evoluírem no país e ganharem mais corpo e capilaridade?

“Ainda que considerarmos que um componente importante dos programas de voluntariado é a formação do profissional voluntário por meio do seu contato com atividades e públicos diversos, não se pode perder de vista que o foco da atuação deve ser o impacto gerado pelo trabalho”, afirma o gerente da área de Conhecimento do GIFE, Andre Degenszajn.

De acordo com a gerente do núcleo de Mobilização Social do Instituto C&A, Carla Sattler, é preciso promover mais o tema voluntariado no Brasil, pois as ações ainda são muito tímidas. Ela lembra, por exemplo, que comemoramos uma década do Ano Internacional do Voluntariado (ONU, 2001), mas não existe um entendimento claro do potencial do tema no país.

Convidada a participar do Global Corporate Volunteer Council (GCVC), conselho que reúne grandes empresas do mundo para discutir iniciativas de destaque com foco no voluntariado empresarial, e do IAVE World Volunteer Conference – principal evento mundial sobre o tema que está em sua 21ª edição -, nos dias 24 a 27 de janeiro, ela garante que as experiências brasileiras estão em um nível comparável às outras nações, mas ainda há muito espaço para crescer.

Embora o tema do evento seja “Voluntariado para mudar o mundo”, chama atenção, no entanto, o lema “Volunteering isn’t just good. It’s good for business” no evento. Algo como “Voluntariado não é apenas bom. É bom para os negócios”. Difícil ser mais direto.

Para Sattler, além de dar uma oportunidade de participação social aos funcionários (no Brasil, 4 mil funcionários da C&A participam de ações voluntárias desenvolvidas pelo instituto há 20 anos) a prática estabelece um excelente canal de comunicação com a comunidade. Questionada sobre os desafios, e se eles se diferiam no restante do mundo, a gerente acredita que os obstáculos são similares.

Entre os mencionados estão: engajar a alta administração, envolver os públicos de interesse dos projetos, diagnosticar oportunidades, potencialidades, riscos e desafios, o uso de tecnologias, e garantir uma gestão profissional, que inclua planejamento, monitoramento e avaliação. “Nosso objetivo agora é levar as experiência do instituto para as C&As (19 países) no mundo”, conta.

Um exemplo de como vencer esses desafios vem da Fundação Telefônica, que em comemoração ao quinto aniversário do programa de voluntariado da organização, lançou a publicação “Voluntários Telefonica – Cinco anos”. Na publicação, é possível encontrar informações sobre a história, gestão e fundamentos do programa, atividades realizadas pelos voluntários do programa desde a sua fundação, resultados alcançados neste período, expectativas e planos para o futuro.

Sobre os motivos que levaram a sistematizar esse trabalho, a gerente de projetos da fundação, Gabriella Bighetti, respondeu: “O Grupo Telefônica é mais que um gigante de telecomunicações, é uma enorme rede de clientes, fornecedores e uma fonte muito rica de talentos e conhecimentos das pessoas que fazem parte dele. É todo esse potencial que a coordenação do programa Voluntários Telefônica – que é dividida pela Fundação com as áreas de Recursos Humanos e Comunicação da empresa – explora para colocar a serviço dos objetivos do programa.”

Segundo ela, um dos objetivos é apoiar tanto o empregado que já é voluntário quanto o que deseja se engajar em ações dessa natureza. “Por isso, o Voluntários Telefônica possui diversos projetos, que acontecem ao longo do ano, tornando necessária a sistematização das ações. Além disso, espera-se também, aprender com nossa própria prática (refletir, produzir conhecimento) e disseminá-la para contribuir com a disseminação da prática do voluntariado”, esclarece.

André Degenszajn, do GIFE, afirma, no entanto, que, para alcançar os objetivos, é necessário que o voluntário tenha qualificação adequada para a função e que a ação esteja inserida em um programa estruturado, com visão de médio/longo prazo. “Por sua vez, o impacto só pode ser aferido se houver um diagnóstico das necessidades, o monitoramento das ações e a avaliação do programa”, recorda.
 
 
   

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