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O Estado de Minas - MG - 15/02/2011 | INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS
Economia no cartão? Só para os lojistas
AUMENTAR A LETRA DIMINUIR A LETRA
Pesquisa no comércio de BH mostra que aluguel de máquinas caiu, em média, 42%. Mas redução não chega a consumidores

Marinella Castro

Bárbara Rabelo usa sempre o meio de pagamento: "Não notei qualquer diferença de preços para o cliente"


Seis meses depois do fim da exclusividade das bandeiras de cartões de crédito, que unificou os terminais de operação, lojistas já sentem no caixa a redução de custos. O aluguel da maquineta deixou de existir, ou caiu quase que pela metade para os empresários que passaram a operar apenas com uma bandeira. As taxas cobradas pelas operadoras também encolheram. Desde julho, quando a unificação dos terminais entrou em vigor, o comércio já economizou em Minas R$ 60 milhões e, no país, cerca de R$ 600 milhões. Só o consumidor, o primeiro a notar a elevação de preços quando há inflação em algum ponto da cadeia, ainda não percebeu no bolso os benefícios da redução de custos no comércio.

Em Belo Horizonte, cerca de 65% dos lojistas já aderiram ao novo modelo, segundo aponta pesquisa da Federação do Comércio de Minas (Fecomércio-MG). O valor cobrado pelo aluguel da maquineta caiu para 75,5% dos entrevistados, com redução média na ordem de 42% no valor. Lojistas ouvidos pelo Estado de Minas ponderaram que, para os empresários de maior porte, este custo chega a ser zerado.

Já as taxas cobradas pelas operadoras, de 3,5% em média, caíram cerca de 29%, segundo a pesquisa. “O consumidor já devia estar ganhando com a maior competição no mercado, mas ainda vai demorar a sentir a redução de preço dos produtos”, diz José Miguel Ribeiro, vice-presidente da Anefac. Segundo ele, o movimento que começou agora já está derrubando as tarifas em 0,5% até 3% dependendo do porte do estabelecimento comercial. “Quem é maior paga menos.” Na avaliação do especialista, o consumidor só deverá sentir algum repasse de preços a longo prazo, quando a guerra entre as operadoras for acirrada com entrada de novas bandeiras no mercado, que hoje ainda é dominado pela Cielo e Rede Card.


Há cinco anos, a arquiteta Bárbara Rabelo utiliza o cartão de crédito para pagamento no comércio. “Não notei qualquer diferença ou redução de preços para o consumidor nos últimos seis meses.” Ela conta que continua parcelando suas compras sem nenhum atrativo a mais para o pagamento no cartão. Carla Cristina Silva trabalha como auxiliar de escritório e diz que para as compras à vista há um pequeno desconto. “Não percebi preços menores no comércio após a unificação das máquinas de cartão de crédito”, comenta.

Para os lojistas, a justificativa para não repassar a economia ao consumidor são as taxas ainda altas do cartão de crédito. Renata Cardoso é proprietária de sete lojas na cidade, sendo que em três delas a unificação dos terminais já aconteceu. Ela diz que a economia com o aluguel é significativa, mas a empresa ainda pleiteia reduzir as taxas em 1,25%. Segundo a empresária, os juros são muito altos e, por isso, o consumidor ainda não sentiu no bolso os impactos das negociações. Gustavo Josias também é lojista em Belo Horizonte. Ele está tentando conseguir uma redução de 0,5% na taxa que paga a operadora. Ele acredita que o consumidor não vai sentir a diferença no bolso porque o retorno para o lojista ainda é muito baixo.

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas, Bruno Falci, diz que as taxas das operadoras de cartão ainda têm muito a cair e que o mercado persegue percentuais entre 1,9% e 2,2%. Ele discorda de que a economia não é repassada ao consumidor. “O que é interessa é a diferença global entre o faturamento e o custo, o que varia de loja para loja”. Segundo Falci, o repasse para os preços é imediato, mas, às vezes, concentrado em apenas uma linha de produtos. Pesquisa da Fecomércio apontou que os empresários prometem repassar as economias obtidas, não com redução de preços, mas com condições de parcelamento mais atrativas.
 
 
   

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