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Valor Econômico - SP - 22/02/2011 | TELECOM
Após dois anos, TIM conclui reestruturação
AUMENTAR A LETRA DIMINUIR A LETRA
Quando deixou a Itália para assumir as operações da TIM no Brasil, no início de 2009, Luca Luciani não imaginava que o mercado brasileiro oferecesse riscos e oportunidades nas mesmas proporções. "É muito fácil crescer, mas também é muito fácil errar", afirma o executivo.


Ao menos até agora, Luciani pode dizer que a balança está pendendo a seu favor. A operadora encerrou um período de dois anos de reestruturação com crescimento em seus principais indicadores comerciais e financeiros.No último trimestre de 2010, a TIM contabilizou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações (Ebitda) de R$ 1,2 bilhão, o que sinaliza um aumento de 11% frente ao mesmo período ao ano anterior. Na mesma base de comparação, a receita líquida subiu 9,9% e totalizou R$ 3,9 bilhões.

Se analisados os números referentes a todo o exercício de 2010, a receita foi de R$ 14,46 bilhões, com alta de 5,2%. O lucro líquido anual totalizou R$ 2,2 bilhões, ante R$ 801 milhões no ano anterior. Porém, o resultado foi fortemente influenciado pelo reconhecimento de créditos fiscais decorrentes de prejuízos em anos anteriores. Sem isso, o ganho teria sido de R$ 777 milhões, enquanto o resultado de 2009 cairia para R$ 129 milhões, se fossem excluídos os itens não recorrentes daquele ano.

A aceleração dos resultados coincidiu com um forte crescimento da base de assinantes da companhia. De outubro a dezembro, a TIM atraiu 4,1 milhões de assinantes, quase três vezes mais que o volume registrado no quarto trimestre de 2009. Essa expansão garantiu um recorde à tele, que registrou 10 milhões de adições líquidas (novas linhas menos cancelamentos) ao longo do ano passado.

Ao fechar o ano com 51 milhões de assinantes e participação de 25,14% no total de celulares habilitados no país, a TIM volta a se aproximar da vice-liderança do mercado brasileiro - posição perdida em 2008 para a Claro, que atualmente detém uma fatia de 25,44%. Para alguns analistas, é provável que a TIM ultrapasse a rival em meados deste ano.

Luciani, no entanto, minimiza a disputa com a rival. "Já somos a número 2 em geração de receita, que é o que importa. Alcançar a vice-liderança em número de clientes é consequência", diz o executivo, que recebeu o Valor na sede da empresa, na Barra da Tijuca, Rio.

A estratégia que permitiu à TIM voltar a atrair clientes, melhorar a rentabilidade e controlar a inadimplência (que, desde 2008, caiu de 10% para menos de 1% da receita bruta) está baseada na reformulação de seus planos de serviços. A tele enxugou seu portfólio e o concentrou em duas ofertas básicas, para clientes pré e pós pagos: respectivamente, os planos Infinity e Liberty, com chamadas e acesso à internet de forma ilimitada a um custo fixo.

A proposta baseou-se na percepção de que os brasileiros usavam pouco o celular porque o serviço é caro no país. A aposta foi a de que, com uma oferta de tarifas planas, os assinantes fariam mais ligações, mesmo que tivessem um celular pré-pago. Foi o que aconteceu. Em média, cada cliente da TIM usou o telefone móvel 129 minutos no quarto trimestre de 2010. No mesmo período do ano anterior, esse indicador foi de 99 minutos.

O mesmo aconteceu no segmento de dados. Em setembro, a operadora lançou o Infinity Web, plano pré-pago que oferece acesso ilimitado à internet móvel por uma diária de R$ 0,50. O pacote fechou o ano com 8,3 milhões de adeptos e, segundo a empresa, tem 1 milhão de usuários únicos por dia.

Com isso, a receita de serviços de valor agregado da TIM chegou a R$ 642 milhões no quarto trimestre, 31,4% a mais que em igual período do ano anterior. A cifra representou 13% do faturamento da companhia nos três últimos meses de 2010, mas a meta é que sua participação dobre em até três anos.

Essa estratégia vai ganhar mais um reforço hoje, quando a TIM anuncia o lançamento do Infinity Web. "Queremos estimular o uso de dados entre aqueles que ainda não têm um telefone com acesso à internet", diz Luciani.

É com essas 'armas' que a TIM pretende enfrentar um ano que promete ser de competição ainda mais intensa no setor. A Telefônica começa a preparar a integração de seus serviços de telefonia fixa e móvel no país, com a integração da Telesp e da Vivo. A Oi, que tirou o pé do acelerador em 2010, vai receber uma injeção de R$ 7 bilhões em seu caixa com a entrada da Portugal Telecom em seu bloco de acionistas. A Nextel, que prestava serviços via rádio, adquiriu uma outorga para entrar na terceira geração da telefonia móvel.

Luciani afirma que a TIM está preparada para esses movimentos. "Estamos entregando um benefício básico, que é o uso ilimitado do celular", avalia.

O executivo diz não acreditar que as teles voltem a entrar numa guerra de preços. "Não acho que vai voltar a ser como há alguns anos, quando as operadoras gastavam R$ 5 bilhões em subsídio. Atuando de forma tradicional, não há mais como crescer", observa.
 
 
   

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