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DCI Notícias - 22/02/2011 | INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS
Bancos e fundos de investimentos detêm maior parte
AUMENTAR A LETRA DIMINUIR A LETRA
BRASÍLIA – Os bancos e os fundos de investimento detêm a maior parte dos títulos da dívida pública interna. Segundo levantamento inédito divulgado hoje (22) pelo Tesouro Nacional, os bancos concentravam 35,4% da dívida interna em janeiro (R$ 536,03 bilhões) e os fundos respondiam por 31,3% (R$ 475,27 bilhões).

Em terceiro lugar, estão os fundos de pensão, com 14,8% (R$ 224,48 bilhões). Os estrangeiros responderam por 12% (R$ 182 bilhões); e as seguradoras, por 4% (R$ 60,99 bilhões). Os demais investidores concentraram 2,5% (R$ 37,43 bilhões).

Em relação aos investidores estrangeiros, a participação de 12% é recorde. Em valores absolutos, no entanto, a quantia diminuiu R$ 430 milhões em relação a dezembro. “O aumento percentual ocorreu porque o volume total da dívida interna caiu em janeiro”, ressaltou o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Fernando Garrido. A dívida pública mobiliária (em títulos) interna caiu de R$ 1,603 trilhão em dezembro para R$ 1,542 trilhão em janeiro.

O aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para investidores estrangeiros no fim do ano passado, afirmou Garrido, ainda não diminuiu a fatia dos estrangeiros na dívida interna, mas estabilizou a participação desses aplicadores nos papéis brasileiros. “O fluxo de entradas foi interrompido [após o aumento do IOF], mas as saídas não ocorreram, o que manteve o estoque relativamente estável nos últimos meses”.

Até o fim do ano passado, o Tesouro Nacional divulgava apenas a participação dos estrangeiros na dívida pública interna. A série histórica dos demais tipos de participantes, no entanto, ainda está sendo elaborada pelo órgão.

O levantamento mostrou ainda que os bancos preferem os títulos prefixados (corrigidos com antecedência), os fundos de investimento aplicam mais em papéis vinculados à Selic e os fundos de previdência apostam em títulos atrelados a índices de preços. Todas as categorias aplicam em papéis de longo prazo, com 66% da carteira de investimento em títulos com mais de um ano de vencimento.
 
 
   

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